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Este ano, a Feira de Época de Torres Novas decorre de 30 de maio a 3 de junho.
São 5 dias de aventura, cenários maravilhosos, animação ao rubro.
Todos os anos, a organização esmera-se e seleciona um tema diferente. Por um lado, diversifica-se a oferta. Por outro, dignifica-se sempre uma personagem histórica que esteve relacionada com a cidade de Torres Novas.
Este ano, o tema é «A Salvação do Corpo – Mestre António, físico-mor de D. João II» e dá-se lugar à recriação dos mais importantes momentos do passado de Torres Novas.
O Mestre António é o nome por que ficou na história este médico a quem os cronistas chamam fisiquo e solorgiam.
De origem judaica, nasceu em Torres Novas no bairro da judiaria, onde hoje se situam a rua Atriz Virgínia, largo da rua Nova e rua Nova de Dentro (Santiago). Físico-mor de D. João II, dele foi também afilhado. Além de físico, tinha bons conhecimentos de filosofia, matemática e história, e foi autor de diversos textos.

Este ano, a Feira de Época faz-nos viajar até à Idade Moderna, o Renascimento.

O Renascimento foi marcado por diversas mudanças ocorridas na Europa, pelo desenvolvimento do comércio e das cidades, pela expansão marítima e por um intenso movimento cultural.

Os europeus acreditavam que viviam numa nova era, livres da Idade das Trevas (por que ficou conhecida a época Medieval), iluminando-se vontades e mentes, nascendo artistas sedentos de expressar este renascimento de todos, a todos os níveis.

A Feira de Época deste ano retrata isso mesmo:

depois da descoberta do mundo e dos prodígios e maravilhas dos povos, nesta edição olha-se para o que é humano e já nada é estranho. Renascem saberes: físicos e cirurgiões percorrem o corpo e desvendam um outro mundo em que as desordens precisam, afinal, da mão humana. Mestre António, judeu de Torres Novas e cirurgião da corte em finais de quatrocentos, vem à vila mostrar as novidades da arte de sarar feridas e curar os males.

(in www.memoriasdahistoria.pt)

Eram tempos de mudança, de expressar a luz que caía na vida de todos.
Esta mudança refletiu-se também nos trajes e na moda. Foi no Renascimento que surgiu o conceito de moda, pois, nesta época, os nobres encomendavam aos pintores desenhos de roupas para festas. Os nobres da corte de Borgonha (na França) sentiam-se incomodados com as cópias das suas roupas que a classe social mais abastada, os burgueses. Por esse motivo, começaram a diferenciar cada vez mais os seus trajes, criando, assim, um ciclo de criação e cópia.
Surge a primeira burguesia e uma grande melhoria na qualidade da matéria-prima. Espelhando uma sociedade rica e iluminada, as roupas passam a ostentar aplicações, bordados e peles. A altura dos trajes sobe e é marcada logo abaixo do busto, alongando a silhueta. As formas, de modo geral, vão ficando arredondadas, perdem a verticalidade gótica, expandindo-se lateralmente, procurando horizontalidade.
Das rotas do comércio marítimo asiático vêm as sedas, os brocados, novas técnicas de tingimento, perfumes, joias.
Em Itália, por exemplo, a moda renascentista era simples mas ostentavam-se tecidos luxuosos, joalharia elegante e cores brilhantes. Por volta de 1450, os vestidos femininos passaram a ter a parte de cima separada da saia e nasciam os primeiros corpetes.
Alguns exemplos reais, abaixo, em exposição no Museu MUM – Museu da Moda de Canela/RS/Brasil.



Fonte da imagem: www.fashionbubbles.com

Confesso que adoro calças de ganga e um estilo casual chic, mas se pudesse viajava no tempo para experimentar um destes vestidos… Nem que fosse só por um dia…
Vou aproveitar os 5 dias da Feira de Época de Torres Novas, na qual, entre a recriação histórica, podemos participar em diversas atividades lúdicas, assistir a performances musicais e teatrais, cruzarmo-nos com diversas personagens, percorrer a mouraria, um universo de cores e de cheiros ímpares. Podemos empunhar espadas na praça d’armas, entrar no submundo dos enfermos e desvalidos no Postigo da Traição (acreditem, a recriação neste local surpreende-nos sempre com alguns sustos), conhecer outras histórias no Paço dos Robertos ou provar iguarias numa das muitas bodegas da feira.

Fontes:
Silva, Gabriela Jobim da. Design 3D em tecelagem jacquard como ferramenta para a conceção de novos produtos: aplicação em acessórios de moda. 2005
www.memoriasdahistoria.pt

maio 07, 2018 No comentários
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Ana Madureira

Mestrado em Ciências da Comunicação (Comunicação Estratégica) pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa

Licenciatura em Ciências da Comunicação (Comunicação Institucional) pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa

Experiência profissional em Comunicação e RP Autárquica e no Ensino/Formação

Formadora certificada

Consultora de Imagem Pessoal e Organizacional

Empreendedora

Sócia do Mercado das Artes (Cooperativa Artística com sede em Vila Nova da Barquinha)

Apaixonada por pessoas e pelo desenvolvimento pessoal Colaboradora com Imprensa Escrita Outras paixões: sorrir, animais, escrever, fotografar, fazer vídeos, conversar. . .

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